... mas andou lá perto e eu nem sequer sou pessoa de guardar rancores. Emocionou-me o suficiente para cair a lagriminha.
Fez-me recordar que há pessoas a quem de vez em quando abro a porta da minha vida, pessoas que me conhecem verdadeiramente, pessoas que gostam de mim precisamente porque me conhecem, pessoas que não desistem de mim mesmo quando eu o faço.
... de ter televisão desligada, sem som ou na RTP1/RTP2: é que para além de me sentir a única portuguesa que não vê os Ídolos, perdi a cena do Pedro Abrunhosa a estatelar-se no chão.
.... e um bocado atrasada nas séries mas, o Francis não tinha morrido logo primeiros episódios? Ressuscitou entretanto e eu não dei por isso, foi?!? Caramba... J. J. no seu melhor. Vou ali ver mais um episódio...
... o requeijão. Para quem gosta de queijo do bom, bem curadinho, cortar no queijo é das coisas que mais me custa. E porque ando cansada de sopa ao jantar, propus-me reaprender a cozinhar, que é como quem diz, aprender a cozinhar sem hidratos de carbono (ohhh que saudades das minhas massas...).
A ementa do jantar foi salada de várias alfaces, rúcula (não podia faltar!), tomate cherry, cogumelos frescos, endívias, coentos e 3 nozes partidinhas. Salada temperada com azeite, sal e vinagre balsâmico. Acompanha com requeijão (light: perdido por 100, perdido por 1000), este com uma colher de sobremesa de doce de framboesa por cima. Mistura fantástica! O doce, o vinagre, o requeijão... A repetir, sem dúvida alguma.
.. na RTP sobre a descriminação de que tem sido alvo um casal homossexual e tive vergonha de ser portuguesa. De viver num país onde as pessoas se acham no direito de subtrair direitos a outras. De subtrair direitos a pessoas honestas, cumpridoras, correctas, civilizadas, por sinal uma delas até é católica (ironia das ironias que até o santo Senhor a considera uma herege). Mães e Mulheres. Ressalvo o M maiúsculo. E quatro pessoas porque a descriminação se estende às filhas destas, menores, uma de 10 e outra 15 anos (que isto da homossexualidade pode ser coisa que se pegue ou até hereditária...). Desde serem despedidas, a serem expulsas das casas onde têm morado, só posso imaginar o que estas senhoras passam há quatro anos. Oito anos em que têm estado juntas, quatro desde que decidiram assumir-se pelo que são. Não foram vencidas pelo cansaço. Anos de humilhações e abusos, por parte de mentes pequenas e atrasadas, que não reconhecem a diferença. Não se pede a ninguém que entenda: afinal, ninguém pode meter-se na pele do outro e dizer que sabe do que fala. Mas só se é aceite quando se faz parte do rebanho?!?
É triste, não é? É nestas alturas que penso: meus abençoados impostos. Que sirvam para ajudar quem precisa. Sim, porque à conta da descrimição e dos contínuos despedimentos porque são (ooooh!!! o horror, o drama, o crime, a ofensa!!!) lésbicas, vivem de um subsídio de reinserção social. E julgo que não há subsídio possível que compense a usurpação dos direitos e da dignidade deste casal.
... volte-face na minha carreira, mas isto é como tudo: o que tem que ser, tem muita força. Pois que acabei as missões todas do Vampire Wars (facebook + jogo :)) e decidi terminar a minha carreira de líder de um clã de vampiros no nível 205, com chave de ouro. Estar a jogar sem objectivo já é pedir demais. Quer dizer... convenhamos...
Portanto, neste momento voltei a dedicar-me à Mafia (Wars). Muito sangue também, menos glamour mas pelo menos posso dar umas voltas por Cuba, Bangkok, New York e Moscovo (para perceberem porquê, vão mesmo ter que jogar...). Quiçá, um dia a Mafia ainda vem parar a Lisboa (mafiosos não faltam....)
... até na música que ouvem. Tirando algumas excepções (sim, admito que também tive uma Twilight addicted em mim :)), gosto de esperar que acalmem os animos antes de ouvir um album, ver um filme, etc. E claro, quanto a roupa, já sabemos que nem de moda percebo!
Tenho visto publicada numa boa quantidade de blogs (e claro, no próprio facebook) a música Just Breathe dos Pearl Jam. Sempre a mesma, que é para não variar. E gosto. Muito. Mas é triste... A letra revela alguma nostalgia. E disso, meus caros, tenho para dar e vender! Por isso, prefiro a The Fixer que não só me faz abanar a cabeça, como a letra é muito mais significativa para mim e... eu preciso de muiiiita motivação, de saltar, sorrir, ouvir música bem alto, e abanar a cabeça a cantar, como se fosse feliz. Bora lá abanar a cabeça só mais uma vez:
Yeah, hey, hey
When somethings dark, let me shed a little light on it
When somethings cold, let me put a little fire on it
If somethings old, I wanna put a bit of shine on it
When somethings gone, I wanna fight to get it back again
yeah, yeah, yeah, yeah, fight to get it back again
yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
When somethings broke, I wanna put a bit of fixin on it
When somethings bored, I wanna put a little exciting on it
If somethings low, I wanna put a little high on it
When somethings lost, I wanna fight to get it back again
yeah, yeah, yeah, yeah, fight to get it back again
yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
When signals cross, I wanna put a little straight on it
A questão de fundo é perceber como é deixo que uma pessoa, pelo que diz e faz, me afecte ao ponto de me fazer perder a motivação e me prejudicar a mim mesma... As circunstâncias convergentes já não são, por si só, favoráveis. E quando nos dizem as mesmas coisas e nos tratam de determinada forma durante tempo continuado, começamos a acreditar naquilo que ouvimos e a ver-nos aos olhos da outra pessoa. O efeito é esmagador. Dia após dia, vim implodindo... até ao dia em caiu o tecto, as paredes e os alicerces. Foi hoje. E chorei... chorei até ter os olhos literalmente vermelhos e inchados ao ponto de ter dificuldade em os ter abertos.
Posso apontar o dedo mas, a verdade é que a culpa é somente minha. Minha por não ter aprendido a defender-me. E por muito que finja que não ouço nem vejo, não sou de forma alguma imune. Nem lá perto. É algo que me consome por dentro, que me tira a vontade ao ponto de me permitir abandonar à desistência. Ás vezes parece mais fácil. No dia-a-dia, a minha luta será sempre desigual. Em especial, quando um prato da balança está vazio e o outro pesa até ao fundo. E isso não vai mudar. Pelo menos não de um momento para o outro.
Diria alguém que tudo o que posso fazer é tentar e dar o meu melhor. É verdade. E quando não se sabe o que fazer a seguir, suponho que se recomece. Pega-se nos cacos espalhados e recomeça-se... uma vez mais. Que a vida não é para todos... viver é para os que sabem e o resto... é aprendizagem.
... dez minutos perdida no meio de Massamá (dez minutos perdida parecem horaaaas!), já suspirava pela IC19 e pelos respectivos condutores, aos quais costumo chamar alguns nomes!
Oh god... a que uma pessoa se sujeita para manter uma depilação irrepreensível! Já avisei a esteticista que, ou ela arranja outro gabinete mais acessível ou não volto a enfiar-me no meio de Massamá! Caraças! Uma depilação não vale este esforço. Já fiz a minha parte: para a próxima, não havendo ainda gabinete em local mais acessível, ela diz que vem cá a casa .
... para logo depois perder outro. E logo um aquecedor. Um estalo seco e começou a deitar fumo com queiro intenso a queimado. Sem um aviso. Nadinha... Opá, ninguém merece!!!
Dou-me por feliz por não ter rebentado com o quadro da luz.
... a receber lixo no correio que ia deitando (mais) um vale de 13€ da Staples para o lixo. Por acaso chamou-me a atenção o invólucro de plástico: já não era a primeira vez que chegava um assim, reparei que era igual aos que andava a receber nos últimos meses e a deitar para o lixo a julgar que era publicidade.
Não era publicidade... pelos vistos nenhum deles era... eram os vales referentes ao cartão cliente .
... tirei da máquina de lavar um top todo roído. Palavra de honra que a imagem de um rato me passou pela cabeça mas não consegui enquadrá-lo no meu pequeno T1 e nem sequer na máquina de lavar, a roer-me os tops numa dança com 40º de temperatura. Como os meus básicos são mais ou menos semelhantes e de cores iguais e portanto, o mal era menor, não me debrucei mais nas possíveis explicações para o fenómeno.
Quando na lavagem seguinte a máquina fez um barulho invulgar na centrifugação também estranhei: é um facto. Mas atribuí o barulho a uma possível má distribuição de carga (entenda-se que tenho uma máquina de lavar de 7 Kg just to myself) o que, por sua vez, não seria uma situação alarmante nem nova. À parte dela não ter apitado a reclamar, concluiu a lavagem com sucesso e uma vez na posse das minhas almofadas acabadas de lavar e com cheiro ao amaciador (sim. eu sei: tenho uma patologia qualquer com o cheiro da roupa lavada...), não voltei a lembrar-me do barulho.
Na lavagem seguinte a coisa não correu tão bem... Tenho um carinho muito especial pela minha máquina de lavar. Quando a comprei há três anos, andava deslumbrada com as musiquinhas que tinha para todas as situações. Como qualquer bom electrodoméstico que se preze, deu problemas logo no primeiro mês e foram três as vezes que a assistência técnica cá veio, até conseguir solucionar o problema de vez (máquinas de 7 kg...tambor grande...bla bla bla, whiskas saquetas...).
Estava eu a dizer que na lavagem seguinte a bichinha não quis colaborar. Cantou uma das músicas, uma das que querem dizer: daqui-não-saio-daqui-ninguém-me-tira e, poupada que é, desligou-se. Mau... segunda tentativa, 4h da manhã, um frio do caraças, e eu sentada no chão a olhar para o tambor da máquina: a mesma música. Tirei o código do erro (a bem da verdade, ela diz-me tudo, eu é que às vezes não ouço nem vejo) e praguejei. Muito!!! Só me ocorreu que o mês de Janeiro já estava a sobrar e que uma avaria não vinha nada a calhar. Como devem calcular, ás 4h da manhã, é o desejo de qualquer pessoa andar à procura do manual da máquina de lavar roupa, mas... perante a ideia de ficar sem ela... procurei e encontrei.
Wtf?!? Filtro? Limpar o filtro? Que filtro?!? Em três anos nunca me ocorreu limpar o dito filtro nenhum e continuaria a não ocorrer, não fosse esta ocorrência. Filtro tirado, cozinha inundada de água. Descobri lá a coisa mais fascinante que se possa calcular dadas as circunstâncias: ganchos do cabelo. Eu não uso nem nunca usei ganchos do cabelo! E a metade do meu top roído, lá estava: a entupir o filtro e encalhada na p@rra dos ganchos de cabelo.
Passavam das 5h da manhã quando me deitei, já com a máquina a trabalhar de novo e o chão da cozinha enxuto, mas caraças... com que sorriso!
... que, implodir em vez de explodir, não faz bem à minha saúde e ainda acabo com uma úlcera nervosa. Cinco dias, cinco posts que optei por não publicar... Isto promete... E ainda nem acabámos Janeiro.
... são precisas, mas dêem-me mais um ou dois dias que, se me espremerem sai sumo de laranja. Tenho comido tanta laranja que já só sei matar a sede com laranja. Abasteci-me da última vez que fui a casa da mãe e vim de lá com mega sacos de laranjas (a ideia, confesso, era distribuí-las pelo resto da família, mas tinha que ir a Lisboa para o fazer... ) E por acaso enganei-me e fui à laranjeira do lado em vez de ir à das laranjas da baía senão, por esta altura, o meu sangue já tinha mudado de cor também.
... estou quase quase quase enfastiada também. Isto é como (quase) tudo: incha, desincha e passa. São poucas as paixões para a vida que, também são como (quase) tudo: no fim de perdido o mistério, vai-se o interesse. É um facto: são poucas as coisas e as pessoas que sustentam o meu interesse por muito tempo. E não: não acredito ser algo que abone a meu favor.