Não vem a despropósito. Vem a propósito de uma noitada a trabalhar até às 10h da manhã. E de, nestas alturas ter a perfeita noção de que já não tenho 20 anos e não consigo manter-me acordada com um café toda a noite a estudar para um exame, e esperar ter a cabeça fresca no dia a seguir. Mais do que o corpo, é a cabeça que se ressente.
No dia 23 de Outubro, não acordei com cabelos brancos (desconheço ter algum...), não me apareceu nenhuma ruga, nem mesmo de expressão e, não houve, na verdade, nada que marcasse os meus 33 anos para além do ressentimento E maior (re)conhecimento do meu sistema emocional e biológico interno. Confesso que me assusta envelhecer. Muito. É um dado adquirido, mas isso não me traz qualquer sossego. Nem mesmo me conformo. Suponho que se as circunstâncis fossem outras... Objectivamente, tenho medo que o tempo passe sem que eu consiga realizar os meus poucos e reais objectivos que, para a maioria do comum dos mortais, se relevam tão simples. Ás vezes parecem estar tão longe de mim que nem uma vida inteira de persistência chegaria...
